terça-feira, 16 de setembro de 2014

Amadurecimento conectado

Eu andei pensando nas músicas que escuto hoje e na quantidade de gêneros musicais que aprendi a respeitar conforme os "dias em meu nome" foram passando, e acabei percebendo que minha versão adolescente provavelmente me odiaria. "Como assim você acha isso bom? Não é rock seu imbecil". Acho que eu ouviria isso do José Luiz versão teen de uma forma ainda mais agressiva na verdade.
Mas então depois de pensar nisso comecei a conectar amadurecimento musical ao crescimento como pessoa, concluindo que isso acaba se enquadrando com a maioria das pessoas que eu conheço.
Sei lá, acho que conforme você vai ficando mais velho a compreensão de que o seu gosto tanto musicalmente quanto de qualquer outra coisa, como gosto por comida, religião, ou até mesmo por esportes não é melhor do que o do seu vizinho. Mesmo que você não goste, o minimo de resspeito a todas as diferenças é essencial, e quando a gente começa a perceber isso se torna uma pessoa melhor e mais feliz.
Me rendo a um pop punk  da mesma forma a que me encanto com Chico Buarque ou Novos baianos, passando pelo flow do mc guime e dobrando a esquina direto aos macacos do ártico, só para terminar o percurso no groove quântico dos meninos do forfun, e por aí vai. Fazia tempo que eu não escrevia nada sem relações com a Samara, então acho que por hoje é só.