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| E então a corda se rompeu... |
Aconteceu tudo tão rápido que quando dei por mim eu tinha um cosplay da bruxa de blair sobre mim com as mãos com dedos longos e garras ao invés de unhas e um riso tão maligno que eu não consigo descrever, era como se a cada gargalhada alguma coisa ao redor morresse de susto, algo assim. Ela fincou as garras em meus ombros e logo o sangue começava a escorrer sobre os mesmos, mas não gritei ou coisa do tipo, não era esse tipo de cara.
- Cara, você nem me pagou uma bebida e já está querendo meu corpo nu? Vamos com calma, gatinha
Dei uma risada disfarçando a dor e senti ela puxar meu corpo pra cima e bater contra o chão com força logo em seguida.
'' Mantenha a calma Joseph, os esqueletos, eles devem estar chegando ''
Foi isso que pensei repetidamente enquanto aquela boca se abria e uma língua enorme lambia minha orelha como se decidisse se eu era mais gostoso ao molho ou cru.
- Eu sssabia que você não resisssssstiria ao meu chamado, filhote de deusss, sssabia
Ela gargalhava enquanto dizia essas palavras com um tom de voz tão cruel quanto uma ida ao dentista do colégio público em que estudei, asssustador cara. Logo que ela terminou de falar eu pensei em algumas coisas. A primeira é que definitivamente ela falava com um leve sotaque de cobrês, língua de cobra, sei lá. E era ridículo. Segundo é que o alvo em um acampamento lotado de semideuses era eu. Porra, por que não querer matar um filho ou filha de Afrodite? aqueles barbies e kens eram totais inúteis Mas logo senti as garras dela descendo e levei meus olhos até o lugar, e finalmente meus amiguinhos esqueletos chegaram, o esqueleto numero um se movimentou como um verdadeiro soldado e tentou golpear com a espada no pescoço da bruxa de blair, e nesse momento eu achei que estava salvo. Mas bem, isso não era um filme de Hollywood onde o mocinho se da tão bem. Como um vulto ela desviou deixando as garras fincarem em minha carne como um anzol nesse meio tempo arrancando minha pele de leve, e sim, doeu pra caralho. Tão rápida quanto me atacou a garota se encostou em uma árvore, voltando a ter aquelas feições de menina linda com um sorriso ingenuo. Os dedos normais cobertos com meu sangue eram lambidos um a um como se fosse aquelas raspas de bolo que a sua mãe te deixa se lambuzar quando é pequeno.E aquela visão me deixava com um puta medo, fazia a Samara do filme do poço parecer uma gracinha.
- Eu vou voltar, filho da morte, nós temos planos para você
Ela disse com outro tom de voz, de um modo tão melódico que me causou a sensação de que queria que ela voltasse logo por um momento.
- Tá, mas quando voltar venha com as unhas feitas, nada sexy essa brutalidade toda.
Disse após me levantar e notar o sangue gelado escorrendo sobre meu corpo por um momento. O que aconteceu a seguir foi digno de se cagar, ela começou a gargalhar daquele modo novamente enquanto suas formas voltavam ao cosplay de atividade paranormal. Eu sabia que ela viria em minha direção, e cada segundo da risada parecia mais como uma hora. A pior sensação é saber o que vai acontecer, mas não saber quando, é horrível. E quando ela finalmente veio em minha direção soltou um grito abafado. Tão rápido quanto ela conseguia ser senti meu corpo ser transpassado e ela desaparecer. O susto foi tanto que eu cai sentado esbravejando nomes não tão fofinhos em grego antigo enquanto me levantava novamente já sentindo me enfraquecer pelo sangue perdido. Minha cabeça agora estava a mil, e eu pude perceber que logo que ela desapareceu o ambiente pareceu mais leve.
- Que caralho foi esse cara?
Foi a única coisa que saiu da minha boca naquele momento. Olhei para meus esqueletos e os olhei com o meu melhor olhar de:
'' Seus imprestáveis me ajudem a chegar até o acampamento vivo PORRA!''
E eles rapidamente me ajudaram a caminhar até a enfermaria, e eu só conseguia pensar em uma coisa sobre tudo que aconteceu:
'' Tomara que seja alguma filha de Apolo gostosa de plantão na enfermaria, essas loirinhas me matam''
O que? pensei isso mesmo, todo mundo deveria conhecer uma filha de Apolo pra entender. O caminho parecia quarenta vez mais longo na volta, e a cada passo o sangramento me deixava mais fraco, mas finalmente cheguei dentro da enfermaria e os esqueletos fizeram reverencia e se desintegrando logo em seguida. Logo que entrei na enfermaria acabei fazendo barulho de mais pela fraqueza e derrubando algumas coisas e rapidamente alguém apareceu. E NÃO, não era uma filha gostosa de Apolo, era um sátiro de rabo peludo que fez uma expressão de susto e rapidamente me levou até uma das camas da enfermaria e então bem, eu apaguei de cansaço e fraqueza.
Continua, risos

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